quinta-feira, 8 de março de 2012

[Minhas Criações] #65 - Um dia de agonia

Mal posso fechar os olhos
tão logo o ponteiro marca o primeiro minuto do dia.
Os momentos finais desta dorrida são os mais difícieis.
Nossos corpos e mentes exaustas olham para o horizonte,
sem enxergar qualquer sinal de seu fim.
Boatos surgem para todo o lado,
sobre como e quando aquilo terminará.
As horas se arrastam lentamente,
cada segundo a mais é o segundo a menos
até o momento final.
O coração bate forte, as pessoas perguntam,
nenhuma distração é forte o suficiente.
A vida toda, ao que parece,
convergira para aquele momento.
Como se cada experiência,
cada segundo, cada aprendizado
estivesse em seu lugar para te levar
àquele dia especial.
O tempo passa,
o relógio tiquetaqueia,
o dia vira noite,
as luzes se acendem,
e a vida ganha um outro rumo.
Uma ligação... uma simples ligação
que muda tudo.
O corpo arrepia e se estremece.
A adrenalina não nos deixa dormir de novo.
Conseguimos!


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

[Grandes Escritores] #20 - Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues nasceu da cidade do Recife - PE, em 23 de agosto de 1912, quinto filho dos catorze que o casal Maria Esther Falcão e o jornalista Mário Rodrigues puseram no mundo. Os nascidos no Recife, além do biografado, foram Milton, Roberto, Mário Filho, Stella e Joffre. No Rio de Janeiro nasceram os outros oito: Maria Clara, Augustinho, Irene, Paulo, Helena, Dorinha, Elsinha e Dulcinha.
Seu pai, deputado e jornalista do Jornal do Recife, por problemas políticos resolve se  mudar para o Rio de Janeiro, onde vem trabalhar como redator parlamentar do jornal Correio da Manhã. Em julho de 1916, d. Maria Esther e filhos chegam ao Rio de Janeiro num vapor do Lloyd.
Haviam vendido tudo no Recife para cobrir as despesas de viagem, e tiveram que ficar hospedados na casa de Olegário Mariano por algum tempo. Em agosto de 1916 alugaram uma casa na Aldeia Campista, bairro da Zona Norte da cidade, na rua Alegre, 135, onde a família Rodrigues teve seu primeiro teto na cidade.
Nelson Rodrigues foi o mais revolucionário personagem do teatro brasileiro, abrindo as portas à moderna dramaturgia do país. Percorreu, contudo, um árduo itinerário, marcado pelas tragédias familiares e pela crítica contraditória. Desde seu primeiro texto, A Mulher Sem Pecado (1942), foi considerado ao mesmo tempo um imoral e um moralista, reacionário e pornográfico, um gênio e um charlatão, escandalizando, como nunca, o público e a imprensa especializada da época com seu teatro desagradável. Explorando a vida cotidiana do subúrbio do Rio de Janeiro, preencheu os palcos com incestos, crimes, suicídios, personagens beirando a loucura, inflamadas de desejos e agindo apaixonadamente, até matando, e diálogos rápidos, diretos, quase telegráficos, carregados de tragédia e humor. Quando lançou Vestido de Noiva (1943), montado pelo grupo Os Comediantes, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, renovou o teatro do país, quer pelo texto quer pela direção de Ziembinsky, e obteve sucesso. Nos anos seguintes, no entanto, teve suas peças interditadas pela censura, passou a ser sinônimo de obsceno e tarado e ficou conhecido como autor maldito. Nascido à beira-mar no Recife, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, para o pai tentar a vida como jornalista, em 1916. Foi o filho, no entanto, que brilhou na profissão. Aos 13 anos já era repórter policial do jornal A Crítica. Seu talento estendeu-se a todos os grandes jornais do Rio. Fanático torcedor do Fluminense, foi um grande cronista esportivo, ao mesmo tempo que escrevia reportagens policiais e folhetins romanescos. Obsessivo, escreveu 17 peças, centenas de contos e nove romances. Entre as peças, destacam-se A Falecida (1953), Os Sete Gatinhos(1958), Boca de Ouro (1959), Beijo no Asfalto (1960) e Toda Nudez Será Castigada (1965).

Citações

Deus está nas coincidências.

O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira. É abjeto que um homem deseje a mãe de seus próprios filhos

O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da inexperiência.

Sem paixão não dá nem pra chupar um picolé
 
Todo amor é eterno. Se não é eterno, não era amor.
 
Toda a unanimidade é burra
 
O boteco é ressoante como uma concha marinha. Todas as vozes brasileiras passam por ele.
 
"Se os fatos são contra mim, pior para os fatos."
 
Se Euclides da Cunha fosse vivo teria preferido o Flamengo a Canudos para contar a história do povo brasileiro.
 
Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte:- quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. 
Bastará à camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.
 
Não reparem que eu misture os tratamentos de "tu" e "você".
 
Não acredito em brasileiro sem erro de concordância.
 
Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.
 

Colaboração: Nara Barreto ;*

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

[Letras de Metal] #14 - Descoberta

Discovery - Virgo
É fácil para nós estarmos
Em qualquer lugar que decidirmos
De milhões de lembranças
Há uma, que eu sei
Que nunca morrerá
Em seus olhos, dentro de sua alma
A chama ainda está queimando
E daí se ficarmos aqui sozinhos
Descobrindo o mundo?
Eu acho que nunca vi
Uma lua tão grande quanto à de hoje
E o que quer que ela signifique
Eu estou certo de que, ela continuará regendo as marés
Em seus olhos, dentro de sua alma
A chama ainda está queimando
E daí se ficarmos aqui sozinhos
Recolhendo as estrelas?
Algo novo lá no céu
Tocando o som da eternidade
Ainda aqui nós ficamos, olhando a noite
Enquanto outros mundos estão em harmonia
Até que o dia retorne...

Colaboração: Nara Barreto ;*

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

[Memórias] #19 - Os pais de David

[..] Ainda não falei muito sobre meus pais não é? Eles eram pessoas extraordinárias, os dois. Meu pai Augusto, é de uma típica família inglesa. Aos três anos ele se mudou para o Rio de Janeiro com seus tios. Os pais dele queriam que ele vivesse em um país subdesenvolvido até a maioridade, assim, ele daria mais valor a sua incontável riqueza. Ele aprendeu a falar português e modificou seu nome de “Augustus” para “Augusto”. Puro capricho. Ele não queria que soubessem sua verdadeira nacionalidade. Sempre fora muito animado e tranqüilo, raramente perdia a paciência e quase nunca se estressava. Mesmo os tios insistindo que não era necessário, que ele já tinha vaga garantida nas melhores universidades do mundo, meu pai prestou vestibular na Universidade Federal do Rio de Janeiro para direito e passou, mas não teve tempo de terminar o curso. No ano em que voltaria para a Inglaterra, meu pai conheceu minha mãe, Rosa.
[..] Rosa sempre soube que teria um futuro promissor. Aos cinco anos, seu pai morreu. A mãe, com ajuda do mais velho, Roberto, cuidou das duas outras filhas. Nunca passaram fome, mas houve um tempo em que o dinheiro era pouco. Entretanto, logo a situação foi revertida. Rosa era, e ainda é, muito extrovertida. Conversa com todos que vê pela frente e sempre foi muito forte no sentido emocional. Quando concluiu o ensino médio, foi ao Rio de Janeiro prestar vestibular pra psicologia. Ela optou pelo Rio pois sabia que lá haviam maiores possibilidades pra ela crescer profissionalmente. Tempos depois ela conheceu meu pai.
Os dois namoraram e logo se apaixonaram. Meu pai convidou minha mãe para morar com ele na Inglaterra. Ela aceitou. Terminou o curso e foi. Lá, eles se casaram. Em 1990, eu nasci. Alguns anos depois a vovó morreu e a gente teve que voltar.
O fato de eu saber a história deles não quer dizer absolutamente nada. Só sei de como se conheceram porque minha mãe e meu pai gostavam de usar a vida deles como exemplo a ser seguido por mim. A única coisa que eu sabia é que eles se amavam como ninguém nunca se amou. Eles eram perfeitos um para o outro. Nunca, em dezesseis anos de casamento, soube de alguma briga dos dois, mesmo deduzindo, é claro, que algum dia eles já tivessem feito isso.
Por que eu nunca falei “Eu amo vocês” a eles? Eu, como muitas pessoas, achava que meus pais estariam sempre lá, sãos e salvos em casa, esperando para fazer por mim coisas que ninguém mais faria.
Eu nunca soube como que foi o dia em que eu nasci. Tive tanto tempo para perguntar a eles e nunca sequer tive a curiosidade de saber. Nunca soube também se eles queriam ter mais um filho nem como e onde foi sua lua-de-mel. Eu sinto muito a falta deles. Queria que eles estivessem aqui agora, para me abraçar de um jeito que nem Bárbara consegue, para me ajudar nesses tempos tão difíceis, queria ter a oportunidade de conversar com eles novamente, ouvir as piadas de mamãe e as risadas roucas do papai, queria simplesmente poder ouvir a sua voz novamente.
Naquele dia, conversei com Nicolas até bem tarde e quando voltei para casa, já estava começando a chuviscar.
Abri a porta de casa e meus pais estavam sentados nos sofá anormalmente sérios. Meu pai segurava alguma coisa com a mão bem fechada e olhava para o chão, apoiando os seus cotovelos na coxa. Minha mãe me olhava mal acreditando no que via. Aquela cena era completamente adversa a tudo que eu já havia vivido com eles até ali.
- O que aconteceu?
Meu pai perdeu a paciência comigo, mas minha mãe conseguiu controla-lo. Ela começou a falar, mansamente:
- David, eu encontrei uma coisa na sua mochila.[..]

Quer ler o resto deste livro? Acesse: 
http://novasmemorias.com/p/memorias-de-um-adolescente.html

E compre pelo pagseguro!

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

[Grandes Escritores] #19 - Graciliano Ramos

 Graciliano Ramos nasceu em Quebrângulo (AL), em 1892. Um dos 15 filhos de uma família de classe média do sertão nordestino, passou parte da infância em Buíque (PE) e outra em Viçosa (AL). Fez estudos secundários em Maceió, mas não cursou faculdade. Em 1910, sua família se estabelece em Palmeira dos Índios (AL).

Em 1914, após breve estada no Rio de Janeiro, trabalhando como revisor, retorna à cidade natal, depois da morte de três irmãos, vitimados pela peste bubônica. Passa a fazer jornalismo e política em Palmeira dos Índios, chegando a ser prefeito da cidade (1928-30).

Em 1925, começa a escrever seu primeiro romance, Caetés - que viria a ser publicado em 1933. Muda-se para Maceió em 1930, e dirige a Imprensa e Instrução do Estado. Logo viriam "São Bernardo" (1934) e "Angústia" (1936, ano em que foi preso pelo regime Vargas, sob a acusação de subversão).

Memórias do Cárcere (1953) é um contundente relato da experiência na prisão. Após ser solto, em 1937, Graciliano transfere-se para o Rio de Janeiro, onde continua a publicar não só romances, mas contos e livros infantis. Vidas Secas é de 1938.

Em 1945, ingressa no Partido Comunista Brasileiro. Sua viagem para a Rússia e outros países do bloco socialista é relatada em Viagem, publicado em 1953, ano de sua morte.

Citações

É fácil se livrar das responsabilidades. Difícil é escapar das consequências por ter se livrado delas

Se a única coisa que de o homem terá certeza é a morte; a única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano.

Quando se quer bem a uma pessoa a presença dela conforta. Só a presença, não é necessário mais nada.

"Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões."

Queria endurecer o coração, eliminar o passado, fazer com ele o que faço quando emendo um período — riscar, engrossar os riscos e transformá-los em borrões, suprimir todas as letras,não deixar vestígio de idéias obliteradas.

Colaboração: Nara Barreto ;* 
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

[Letras de Metal] #13 - Baú escuro dos desejos

 Dark chest of wonders - Nightwish

Uma vez eu tive um sonho
E este é ele
Uma vez tive um sonho de criança
Uma noite o relógio disparou às doze
A janela escancarou-se
Uma vez tive um coração de criança
A idade que eu aprendi a voar
E fui para fora
Uma vez eu soube todos os contos
É hora de voltar no tempo
Seguir o luar pálido
Uma vez eu desejei esta noite
A fé trouxe-me aqui
É hora de cortar a corda e voar
Voar para um sonho
Distante através do mar
Todas as obrigações mortas
Abra o baú mais uma vez
Baú escuro de desejos
Visto através dos olhos
Daqueles com coração puro
Uma vez então por muito tempo
Aquele no Grande Azul é o que o mundo roubou de mim
Esta noite o trará de volta para mim
Voar para um sonho
Distante através do mar
Todas as obrigações mortas
Abra o baú mais uma vez

Colaboração: Nara Barreto ;* 

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

[Grandes Escritores] #18 - Vladimir Nabokov

Vladimir Nabokov nasceu em 1899, em São Petersburgo (Rússia), numa família da antiga aristocracia. Aos 17 anos escreve seu livro Poemas. Em 1919, após a Revolução Russa, muda-se com os pais para a Inglaterra e gradua-se pela Universidade de Cambridge (1922).
Nabokov estuda em Cambridge até 1922, licenciando-se em literatura russa e francesa. Em seguida, muda-se para Berlim sob o pseudônimo de Vladimir Sirin, onde dá aulas de tênis e inicia sua produção literária, publica poemas no jornal da colônia russa em Berlim. Sua primeira novela, Mashenka, é escrita em 1926. A principal obra desse período é o romance O Presente, de 1937, no qual cria a fórmula que marcará seus escritos posteriores: o uso da paródia com objetivos sérios.
Depois de uma estadia em Paris, fugindo dos exércitos nazistas, chega em 1940 aos Estados Unidos, obtendo a cidadania norte-americana em 1945, onde se dedica ao ensino de literatura russa em várias universidades além de trabalhar no departamento de entomologia (o estudo dos insetos) em Harvard. Bend Sinister, sua primeira novela em inglês, é publicada em 1947. Como crítico, escreve um trabalho sobre o escritor russo Nikolai Gogol (1944) e um alentado comentário ao livro Eugene Onegin, de Pushkin (1964).
Seu romance mais conhecido é Lolita (1955), história da paixão doentia de um intelectual de meia-idade por uma menina de 12 anos.

Citações

Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão.

Um pensamento, quando é escrito, é menos opressor, embora às vezes se comporte como um tumor maligno: mesmo se extirpado ou arrancado, volta a desenvolver-se, tornando-se pior do que antes.

O que me leva à loucura é a natureza dupla desta ninfeta - Talvez de todas as ninfetas; essa mistura, em minha Lolita, de uma infantilidade terna e sonhadora com uma espécie de estranha vulgaridade, derivada dos rostinhos atrevidos que aparecem nos anúncios e nas fotos de revista, das rosadas imagens de criadinhas adolescentes...

Tinha sido amor à primeira vista, à última vista, às vistas de todo o sempre
Parece-me que na escala das medidas universais há um ponto em que a imaginação e o conhecimento se cruzam, um ponto em que se atinge a diminuição das coisas grandes e o aumento das coisas pequenas: é o ponto da arte.

 Colaboração: Nara Barreto ;*

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

[Letras de Metal] #12 - Sem mais lágrimas

 No more tears - Ozzy Osbourne
A luz na janela é uma rachadura no céu
Uma escadaria até a escuridão, em um piscar de olhos
O amanhecer de lágrimas para aprender, que ela nunca vai voltar
O homem no escuro trará um outro ataque
Sua mamãe lhe disse que você não deveria falar com estranhos
Olhe no espelho e me diga se você acha que sua vida está em perigo, yeah
Sem mais lágrimas
Outro dia passa assim que a noite se aproxima
A luz vermelha continua dizer que é hora de começar
Eu vejo o homem na esquina esperando, ele pode me ver?
Fecho meus olhos e espero ouvir o som de alguem gritando aqui
É só o sinal dos tempos
Indo para trás em modo reverso
Ainda
É ele que ri por ultimo
É apenas uma mão no arbusto
Então agora que está acabado, podemos apenas dizer adeus?
Eu gostaria, eu gostaria
Eu gostaria de seguir em frente, fazer o máximo da noite
Talvez um beijo antes de te deixar desse jeito
Seus lábios são tão frios, Eu não sei mais o que dizer
Eu nunca quis terminar assim meu amor, minha querida
Acredite em mim quando digo que acho que estou me apaixonando aqui
Sem mais lágrimas
É apenas uma mão no arbusto

Colaboração: Nara Barreto ;* 
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

[Papo de Blogueiro] #1






Inspirado no Book Blogger Hop do pessoal da Murphy's library, resolvi criar o Papo de Blogueiro. É bem simples, toda semana vou lançar um tema e vários blogs vão falar sobre este tema de diferentes formas. Cada um vai usar o que sabe fazer de melhor (sugerir um livro sobre o assunto, uma música, um filme, escrever um texto, uma frase, postar uma imagem, etc) para falar sobre este tema. A ideia é ver as múltiplas visões e interpretações de um determinado assunto por diferentes pessoas.


Regras:

Qualquer blog pode participar do Papo de blogueiro. Basta cumprir as seguintes regras:
  1. Poste sobre o Papo de blogueiro no seu blog e avise aos seus visitantes! No seu post você deve colocar o selo do Papo de blogueiro, linkado para o Novas Memórias, e postar alguma coisa sobre o tema da semana. Pode ser uma frase, pode ser um texto, pode ser uma imagem, pode ser um livro que fale sobre o assunto ou um filme, uma música... o que quiser. Use sua criatividade e você vai ver como várias coisas legais vão surgir.
  2. Coloque o link do post no seu blog com sua resposta no Linky List no final deste post.
  3. Visite os outros blogs da lista! Descubra novos blogs e veja o quanto as opiniões e visões podem ser diferentes diante de um mesmo tema! O que vale é ser criativo.
Se você parar para explorar um pouco mais o tema, verá quantas coisas legais vão surgir, além de conhecer novos blogs e fazer novos amigos.
As múltiplas visões sobre um mesmo assunto vai te fazer viajar, pode ter certeza! :D
Se você quer sugerir algum tema, por favor, preencha o este formulário
O Linky ficará sempre aberto até a terça seguinte à postagem, para que vocês possam incluir seus blogs.

E para iniciar o Papo de Blogueiro, temos um tema super relacionado com isso!

Tema da semana: Vida de blogueiro

Para falar sobre vida de blogueiro eu escolhi uma frase!!
"Dedicação constante! Oo`"



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[Falando sobre livros] #13 - Cai o pano

  • Editora: Nova Fronteira
  • Autor: AGATHA CHRISTIE
  • ISBN: 8520917968
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2005
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 217
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Bolso
 Sinopse: Para resolver o último caso de sua carreira, o detetive belga Hercule Poirot volta ao local onde solucionou os primeiros crimes. Neste livro, o último de um ciclo de romances de Agatha Christie, o talento da escritora inglesa junta-se à primorosa tradução de Clarice Lispector.

 O que penso sobre o livro?

Primeiramente, Agatha Christie é sempre Agatha Christie. Sem mais! A escritora inglesa sempre encanta com seu jeito de escrever e suas já conhecidas investigações policiais extremamente envolventes e curiosas. Não é atoa que ela é conhecida como a Rainha do Crime.
Cai o pano nos leva de volta ao primeira "crime scene" do detetive Hercule Poirot: a mansão Styles. Nada melhor que terminar uma série de contos no mesmo lugar em que começou hein? Desta vez, Poirot vai a Styles para "descansar" devido a sua doença. Seu real motivo, entretanto, é desmascarar um assassino ligado a crinco crimes diferentes, que ele acredita também estar hospedado na Mansão.
Em todo caso, a história é instigante e realmente misteriosa, mas não é nada muito diferente do que já estamos acostumados em Sherlock Holmes. De certa forma, nosso querido personagem principal também tem a genialidade do mais famoso detetive da literatura inglesa. A forma como lida com as pistas e brinca com seu fiel amigo Capitão Arthur Hastings neste caso é absolutamente incrível.

O final é altamente surpreendente! Não conseguimos nem ao menos deduzir o autor dos crimes (nem mesmo para quem já está acostumado com casos assim). Terminei o livro extremamente satisfeito por ter sido tão bem enganado. Isso é, talvez, o ponto mais interessante deste livro.

As formas como os fatos se desenrolam me pareceram um pouco forçadas. Apesar da realidade ser bem próxima do que nos é mostrado, achei que alguns comportamentos foram supervalorizados. Concordo que isso acaba sendo um padrão nos romances policiais, por isso acredito que isso dê charme à leitura e não tenha nenhuma influência negativa relevante.

A mansão Syles é o ambiente perfeito para um caso como este. Talvez por isso Agatha tenha feito Poirot voltar a este lugar para sua última missão. O local inspira mistério em cada palavra e a autora o descreve com uma destreza magnífica. Cada minúsculo detalhe nos faz sentir até o cheiro daquela antiga mansão. Não é difícil ficar submerso no mundo de Poirot e se surpreender dentro da história de um modo irreversível. Este ponto é extremamente importante para fazer com que nos sintamos tão confortáveis enquanto acompanhamos cada passo do mistério que eles tentam desvendar.

A linguagem é tipicamente inglesa. A tradução de Clarice Lispector deixa isso bem evidente. É um livro que tem um linguagem média, sem muitos floreios, mas também sem ser simples. Não chega a ter aquele arzão de best-seller (o qual você lê como se bebesse água), mas de uma forma geral é simples e tranquilo de ler. Exige concetração sim, mas nada demais. A forma como os fatos são passados, na minha opinião, é bem bom.

Em outras palavras, ler "cai o pano" é bom. Ele te insere gradualmente ao contexto, não foge muito do tema principal, tem tramas envolventes e mais do que tudo uma narração que é feita por alguém tão perdido quanto você em relação ao caso e isso é ainda mais interessante.

De modo geral, o livro é bom e recomendo a todos que leiam!

Classificação: 4
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